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Jards Macalé morre aos 82 anos no Rio

Jards Macalé morre aos 82 anos no Rio

Jards Macalé morre aos 82 anos no Rio; veja detalhes exclusivos sobre a carreira de Jards Macalé e o impacto da sua perda.

Sem rodeios, começo pelo centro da notícia: jards macalé morreu nesta segunda-feira (17/11), após sofrer uma paragem cardíaca durante o período em que estava internado a tratar um enfisema pulmonar. A morte de jards macalé, aos 82 anos, foi confirmada pelos amigos, pela unidade hospitalar e pelas redes sociais do próprio artista um anúncio que ecoou imediatamente pelos corredores da música brasileira.

A despedida de jards macalé: músico vanguardista, imortalizado como “anjo torto”, morre aos 82 anos no Rio de Janeiro

Desde cedo, o ambiente dentro e fora do hospital parecia carregar um silêncio pesado. Quem acompanhava o estado clínico de jards macalé sabia que o músico enfrentava complicações respiratórias, mas ninguém estava preparado para a confirmação da sua morte. A unidade de saúde revelou que, além da paragem cardíaca, a causa final foi um choque séptico acompanhado de insuficiência renal um quadro difícil, que encerrou uma das trajectórias mais intensas e inquietas da música brasileira.

A equipa publicou uma nota emocionada:
“Jards Macalé nos deixou hoje. Acordou cantando ‘Meu Nome é Gal’, com aquela energia que parecia inesgotável. Cante, cante, cante é assim que vamos lembrar dele.”

E é impossível não lembrar.

O legado que continua a vibrar: quem foi Jards Macalé

Cada detalhe da vida de jards macalé parecia sempre fugir ao óbvio. Nascido em 1943, no Rio de Janeiro, estreou-se musicalmente nos anos 1960, quando Elizeth Cardoso gravou a sua primeira composição, um acontecimento que já anunciava o impacto que o “menino do violão singular” estava prestes a causar.

Não demorou para o chamarem de “anjo torto da MPB”, uma alcunha que carregava perfeitamente a mistura de estranheza, genialidade e irreverência que definiu cada um dos seus passos.

Foi em 1972, com o álbum “Jards Macalé”, que consolidou a sua estética sem fronteiras: rock, samba, jazz, baião, blues, canção tudo fundido, tudo reinventado, tudo impregnado do seu espírito livre.

Aliás, liberdade era a sua religião.
E isso nota-se em cada clássico:

  • “Vapor Barato”
  • “Hotel das Estrelas”
  • “Anjo Exterminado”
  • “Mal Secreto”

Canções que ganharam vida nova nas vozes de Gal Costa, Maria Bethânia, O Rappa e tantos outros.

Uma vida entre sons, poesia e resistência

Ao falar de jards macalé, fala-se também dos seus parceiros: Waly Salomão, Vinicius de Moraes, Torquato Neto, José Carlos Capinan. Juntos, criaram obras que moldaram gerações e desafiaram as regras impostas pela indústria.

Caetano Veloso, emocionado, escreveu nas redes sociais:
“Sem Macalé não haveria Transa. Foi meu primeiro amigo carioca da música. Estou a chorar.”

A relação entre Caetano e Macalé é quase um capítulo à parte na história cultural do Brasil desde os dias de exílio em Londres até projetos que redefiniram a musicalidade dos anos 70.

Cinema, televisão, teatro, artes visuais: Jards nunca parou

Ao longo de seis décadas, jards macalé navegou por diferentes frentes artísticas. No cinema, participou em:

  • “O Amuleto de Ogum”
  • “Tenda dos Milagres”
  • Trilha sonora de “Macunaíma”
  • Trilha sonora de “O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro”

Sempre com a mesma postura: criar sem pedir licença.

A despedida que o Brasil não queria dar

A morte de jards macalé não é apenas o fim de um ciclo biográfico. É uma ferida na música brasileira, na poesia, na ousadia. É a partida de alguém que recusou ser moderno porque, como ele próprio dizia, “eu quero ser eterno”.

E conseguiu.

As próximas horas devem trazer detalhes sobre o funeral, e certamente milhares de fãs, artistas, estudiosos e curiosos irão despedir-se deste nome que transformou a música brasileira no que ela é hoje.


A partida de jards macalé deixa um vazio incalculável. O mundo perde um músico raro, um compositor que nunca se rendeu, um artista que fez da liberdade o centro da sua obra. O adeus a jards macalé é duro, mas o impacto que deixou permanece forte, inquieto e vivo em cada verso, cada melodia, cada gesto de irreverência que inspirou.

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